Resenha - Um perfeito cavalheiro – Julia Quinn

19 março 2017


Skoob: Adicione

Um perfeito cavalheiro é o terceiro livro da família Bridgertons da nossa amada escritora Julia Quinn. Inspirado no conto de fadas Cinderela a primeira parte da história é praticamente uma releitura, já não podemos dizer o mesmo da segunda parte, onde a autora inova completamente.
Sophie Beckett é filha bastarda de um conde, embora ele não assuma a paternidade consente sua moradinha na residência de Londres alegando se tratar de sua pupila. Todos os empregados da casa sabem de sua origem, mas ainda assim a menina passa a ter toda a educação e necessidades supridas.
Quando o conde conta a sua “pupila” que casará e levará para Londres à esposa e as duas filhas da mulher, Sophie começa a nutrir esperança de que ganhará uma verdadeira família com duas irmãs e deixará de ser tão solitária, no entanto elas desprezam e humilham a garota constantemente.
Em um dia normal o Conde morre e a madrasta não quer mais a menina morando junto, mas ao abrir o testamento deixado pelo marido, as informações são claras, se Sophie continuar na casa a pensão da viúva triplicará. Nessa parte do livro a protagonista passa a ser escrava visto que passa a desenvolver todas as atividades domésticas sem receber nada além de um teto para dormir.
Sophie tem o sonho de conhecer a alta temporada da sociedade Londrina, por um dia ter gozado de privilégios tem uma pequena noção, mas sabe que para proteger o coração de ser despedaçado com a esperança de um dia viver tudo o que Lady Whistledown narra em sua coluna, precisa lembrar-se de seu lugar no mundo, pois não passa de uma bastarda. Todavia em uma noite os criados resolvem fazer uma surpresa a menina.
Benedict é o segundo dos irmãos Bridgertons, portanto não possui títulos, porém como sua família é popular, ele é dono de uma fortuna, e para completar como todos da família é dono de uma ótima aparência, ainda é um marido em potencial para as mães casamenteiras. Porém nenhuma mulher tentou se quer conhecer que homem realmente é. Ele nunca achou que iria se casar por amor igual aos seus pais.
No momento que Sophie e Benedict se olham pela primeira vez tudo muda. Ela vê um homem atravessando a cotoveladas o salão. Ele enxerga uma mulher misteriosa vestida de prata e com máscara. Eles sabem que algo mudou.



“Ela deu um passo à frente e ele soube que sua vida havia sido mudada para sempre...”



Os personagens vivem a noite mais incrível de suas vidas, Sophie esquecendo-se que fora instruída ir embora a meia noite acaba saindo às pressas.
No dia seguinte e pelos próximos três anos Benedict procura a moça mascarada, porém o que o personagem não imagina é que a mulher misteriosa não está mais em Londres, pois sua madrasta a expulsou após ter conhecimento de sua ida escondida ao baile de máscaras.
Em um dia inusitado três anos após o baile Benedict salva Sophie de um futuro nada agradável, no entanto dadas as mudanças e a falta de máscara da menina Benedict não reconhece a mulher amada.
Sempre soube que iria amar o livro, afinal de contas já não é surpresa que Julia Quinn sempre surpreende com uma narrativa espetacular e em Um perfeito cavalheiro não poderia ser diferente. As cenas são criadas de forma arrebatadoras e carregam muita emoção. Como os demais livros da família os diálogos são em primeira pessoa alternando entre os protagonistas, escrito de forma leve o leitor se apaixona e tem o coração arrebatado pelo romance.
Não poderia de deixar de citar Lady Wistledown, agora mais do que nunca estou extremamente curiosa sobre a enigmática jornalista. Também não vejo a hora de ler o livro sobre Colin, desde o Duque e eu tenho uma curiosidade especial sobre o personagem.




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